Não é segredo para ninguém que fumar cigarros causa dependência química. A nicotina é a substância responsável pelo vício. Os efeitos do cigarro no corpo são muitos: o hábito de fumar está relacionado ao desenvolvimento de cerca de 50 problemas de saúde diferentes.

Os fumantes podem sofrer com vários tipos de câncer, doenças respiratórias e doenças cardiovasculares. Mas o cigarro não prejudica apenas quem fuma ativamente. As pessoas que inalam fumaça de cigarro, conhecidas como fumantes passivos, correm o risco de desenvolver as mesmas enfermidades.

Pelo menos 12 tipos de câncer estão relacionados ao vício em nicotina ou exposição à fumaça do cigarro. O Instituto Nacional do Câncer lista:

Leucemia mieloide aguda
Câncer de bexiga
Câncer de pâncreas
Câncer de fígado
Câncer do colo do útero
Câncer de esôfago
Câncer nos rins
Câncer de laringe (cordas vocais)
Câncer de pulmão
Câncer na cavidade oral (boca)
Câncer de faringe (pescoço)
Câncer de estômago
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o tabaco, erva usada para fazer cigarros, mata mais de 8 milhões de pessoas por ano. Além de todos esses prejuízos, o cigarro é inimigo de outro grande aliado da nossa saúde: o sono. Mas antes de falar sobre essa rivalidade, é necessário conhecer o tabagismo.

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O que é tabagismo?
O nome dado ao vício em tabaco é tabagismo. Além dos cigarros, outros produtos que contém essa erva são cachimbos e charutos. O tabagismo é reconhecido pela OMS como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina, substância encontrada nos produtos à base de tabaco.

O vício faz com que os fumantes não inalem apenas a nicotina. Existem em torno de 4.720 substâncias tóxicas no cigarro, como monóxido de carbono, amônia, cetonas. Outras 43 substâncias, como arsênio, chumbo, resíduos de agrotóxicos e substâncias radioativas, são cancerígenas.

Conheça os efeitos do cigarro no sono
Pegar no sono pode ser difícil para algumas pessoas, mas se torna mais difícil para quem fuma cigarros. Uma pesquisa feita por cientistas norte-americanos mostrou que o tabagismo está associado à dificuldade de começar a dormir e a uma série de sintomas sugestivos de fragmentação do sono.

Essa dificuldade pode ser mais prevalente entre os fumantes por conta dos efeitos do cigarro estimulantes causados pela nicotina, abstinência noturna, maior prevalência de distúrbios respiratórios do sono quando comparado aos não fumantes e/ou associação com distúrbios psicológicos.

Outra pesquisa também realizada por cientistas dos Estados Unidos mostrou evidências de que o tabagismo está associado ao aumento da gravidade da insônia e menor duração do sono. Os distúrbios se agravam particularmente quando se fuma mais durante o período da noite.

Vape: os efeitos do cigarro eletrônico no sono
O cigarro eletrônico, também conhecido como Vape, surgiu com a promessa de ser um meio menos nocivo de fumar. Logo ele se popularizou, principalmente entre os jovens. Mas os efeitos do cigarro eletrônico no sono também não são bons.

Uma pesquisa feita com jovens norte-americanos mostrou que aqueles que fumavam cigarro eletrônico relataram ter mais propensão a não dormir direito do que os que não fumavam. O grupo que usava cigarro eletrônico e o grupo que fumava tanto o vape quanto o cigarro tradicional tinham mais tendência a relatar sono insuficiente do que fumantes exclusivos do cigarro tradicional.

Outra pesquisa também feita com jovens norte-americanos mostrou que fumantes de cigarros eletrônicos e tradicionais relataram mais dificuldades para dormir do que quem nunca fumou. Uma outra conclusão do estudo mostrou que usuários de cigarros eletrônicos usam mais medicamentos para dormir do que fumantes de cigarros tradicionais.

Da mesma forma que o fumo de cigarros tradicionais, o uso de cigarros eletrônicos (quando comparado ao não uso) foi associado a piora na saúde do sono. Os efeitos foram percebidos mesmo entre quem não fumava diariamente.

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Deixando de fumar
Abandonar o vício em cigarro pode ser difícil, mas não é impossível. Algumas pessoas procuram ajuda médica, outras conseguem parar sozinha. Deixar de fumar só propicia benefícios para o corpo e as mudanças acontecem já nos primeiros minutos.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, em apenas 20 minutos, a frequência cardíaca cai. Após 12 horas, o nível de monóxido de carbono no sangue volta ao normal. Entre 2 e 12 semanas, a circulação passa a melhorar e a função pulmonar aumenta. Entre 1 e 9 meses, diminuem a tosse e a falta de ar.

O risco de AVC passa a ser igual ao de um não fumante dentro de 5 a 15 anos após o abandono do cigarro. Depois de 10 anos, a taxa de mortalidade por causa de câncer de pulmão cai pela metade. Já após 15 anos, o risco de doença cardíaca volta a ser igual ao de um não fumante.

Em caso de dúvidas sobre efeitos do cigarro no seu corpo, não deixe de procurar um profissional de saúde.

Fonte: Persono

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